
O Japão estuda ampliar significativamente as capacidades de seus futuros drones MQ-9B SeaGuardian ao equipá-los com radares de alerta aéreo antecipado (AEW), reforçando a vigilância sobre o Oceano Pacífico diante do aumento da atividade militar chinesa na região.
A iniciativa faz parte da revisão dos principais documentos de segurança do país, prevista para este ano, e busca fortalecer áreas consideradas vulneráveis na defesa japonesa.
A preocupação de Tóquio aumentou nos últimos anos devido às frequentes operações de bombardeiros chineses através do Canal de Bashi e à presença cada vez mais constante de porta-aviões da China no Pacífico Ocidental. Esse cenário levou o Ministério da Defesa japonês a acelerar investimentos em sistemas de monitoramento capazes de acompanhar tanto embarcações quanto aeronaves operando longe do litoral chinês.

O principal candidato para receber os novos sensores é o MQ-9B SeaGuardian, drone desenvolvido pela General Atomics e adquirido pela Força Marítima de Autodefesa do Japão para complementar as missões dos aviões de patrulha Kawasaki P-1. O radar estudado seria um modelo em pods desenvolvido pela Saab em parceria com a fabricante americana, oferecendo cobertura próxima de 360 graus e capacidade para detectar aeronaves e mísseis a mais de 300 quilômetros de distância.

Além das missões de vigilância aérea, o MQ-9B também poderá assumir funções mais avançadas no futuro, incluindo operações de guerra antissubmarino. Equipado com sistemas de lançamento de sonoboias já testados pela Marinha dos Estados Unidos, o drone pode ampliar a capacidade de monitoramento marítimo do Japão enquanto reduz a necessidade de grandes tripulações, uma vantagem importante em meio aos desafios demográficos enfrentados pelo país.
Fonte: Naval News | Foto: X @GenAtomics_ASI | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial
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